Picadas de Cobras

As picadas de cobras geralmente são reconhecidas pela marca dos dentes na pele, pela dor no local atingido, por inchaço e bolas que surgem no local. Toda picada de cobra, mesmo sem qualquer sintoma, merece atendimento médico. Se possível, capture a
cobra para identificação no serviço especializado. Apenas 1% das picadas de cobras venenosas é fatal, quando a vítima não é socorrida a tempo.

Como proceder?

• Dar apoio à vitima e leva-la para um serviço médico.

• Não remover o veneno por meios mecânicos, pois agrava o acidente.

• A vítima deve permanecer deitada e quieta.

• Lavar a ferida com água e sabão.

• Manter a parte ferida abaixo do nível do coração, de forma que o veneno fique contido no local.


O que não fazer?

• Não dê álcool à vítima.

• Não dê sedativos ou aspirina.

• Não faça ferimentos adicionais para drenar.

• Não coloque torniquete nem tente sugar o veneno.


A jararaca, jararacuçu do rabo branco, patrona, malha de sapo, etc., quando picam, deixam inchaço, dor e hemorragia no local das picadas.

A cascavel, aracambóia, boicininga etc., tem um gizo ou chocalho na cauda. Como sintomas da picada, surgem dificuldades em abrir os olhos, visão dupla, pálpebras caídas, dor muscular generalizadas e urina avermelhada.

A coral, coral-verdadeira, boicorá, apresenta coloração em anéis, vermelhos, brancos, pretos e amarelos, em toda sua circunferência. Na picada surge pequena reação local, visão dupla, pálpebras caídas, falta de ar e dificuldade para engolir.

A surucucu, pico-de-jaca, surucutinga, é a maior serpente venenosa das Américas, encotradas nas matas fechadas e florestas tropicais. Os sintomas são inchaço no local da picada, dor, hemorragia, diarréia e alteração dos batimentos cardíacos.



Animais Marinhos

Os animais marinhos também podem causar lesões na pele. Assim, os primeiros socorros também são fundamentais, já que essas lesões, em sua maioria, são de difícil reconhecimento.

Como proceder?

• Tranqüilize a vítima.

• Impeça que o veneno se solte dos ferrões.

• Derrame álcool ou qualquer bebida alcoólica ou vinagre sobre a lesão por alguns minutos, para impedir que os ferrões que ainda não destilaram o veneno o façam.

• Aplique uma pasta de bicarbonato de sódio (fermento em pó) e água em partes iguais sobre o ferimento.

• Aplique produto em pó sobre o ferimento, para fazer com que as células se agrupem. Talco é suficiente, melhor ainda seria aplicar um amaciante de carne ou papaína, que tem o poder de desativar o veneno.

As lesões são geralmente causadas por água-viva ou medusa. Alguns animais marinhos como o ouriço-so-mar e certos peixes têm espinhos que podem furar a pele. Em caso de perfuração, mergulhe a parte lesada em água quente por cerca de 30 minutos, com o
cuidado para não queimar. Em seguida, encaminhe a vítima para o hospital.

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Identificando cobras peçonhentas de não peçonhentas

São chamadas de cobras não-peçonhentas as cobras que não possuem os chamados dentes inoculadores de veneno, ou seja, ainda que possuam o veneno, não têm a presa necessária para injetar esse veneno em suas vitimas.
As principais características dessas serpentes não peçonhentas são:
- Cabeça redonda.
- Cores vivas.
- Olhos com pupila redonda.
- Escamas lisas e brilhantes.
- Não possuem fosseta loreal.
Porém, essas características, apesar de válidas, também podem aparecer em algumas serpentes peçonhentas, o que torna difícil a um leigo a distinção precisa entre serpentes peçonhentas e não-peçonhentas. Um bom exemplo disso é a cobra coral verdadeiro. Essa espécie tem a cabeça redonda, escamas lisas e brilhantes, seus olhos têm pupilas redondas e ela não possui fosseta loreal. Apesar de todas as características de uma serpente não-peçonhenta, a coral verdadeira é peçonhenta e seu veneno pode ser mortal.
Existem também as cobras que não são peçonhentas, mas que apresentam características das peçonhentas, como a jibóia.
As principais serpentes não-peçonhentas são:
Jibóias – são carnívoras, alimentam-se de aves e roedores de pequeno e médio porte e lagartos. Tem hábitos noturnos. Podem atingir 4 m.
Muçuranas – são ofiófagas, ou seja, se alimentam de outras cobras, inclusive as peçonhentas. Mede até 2,40 m.
Sucuris – Alimentam-se de veados, peixes, capivaras, tartarugas, jacarés e até de bezerros. Em raros casos, homens. Atingem no máximo 10 m.
Caninanas – Alimentam-se de pequenos pássaros, pintinhos e camundongos. É agressiva, apesar de não venenosa.
Corais falsas – têm hábitos noturnos e subterrâneos. Alimentam-se de filhotes de pássaros, insetos (especialmente gafanhotos) e de pequenos roedores.
Algumas espécies, como jibóias e sucuris matam suas vitimas por asfixia, ao se enrolar ao redor do corpo da presa. Matam por constrição, e engolem a presa inteira sem mastigação. Todo o processo de digestão acontece no estômago.
Acidentes com cobras não-peçonhentas podem acontecer, porém, uma mordida dessas espécies causaria no máximo uma inflamação local com muito prurido.

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